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Piqray® (alpelisibe) negado pelo plano de saúde

Por Alessandro Lopes Carrasco (OAB/SP 307.200) · Atualizado em 04/11/2026

O plano de saúde é obrigado a cobrir o Piqray?

O Piqray é um comprimido, tomado em casa. A cobertura de antineoplásicos orais está prevista no art. 12, I, “c”, da Lei nº 9.656/98, de modo que o Piqray não pode ser recusado só por ser tomado em casa. As regras de uso constam das Diretrizes de Utilização (DUT) da ANS.

Para que serve o Piqray

O alpelisibe (nome comercial Piqray®) é usado junto com o fulvestranto no câncer de mama avançado do tipo hormônio-positivo e HER2-negativo, quando o tumor tem mutação no gene PIK3CA. A mutação é identificada por exame genético, e o médico só indica o remédio quando ela está presente.

Quanto custa

Uma caixa para um mês de tratamento custa dezenas de milhares de reais, o que pode somar mais de duzentos mil reais por ano.

Por que o plano costuma negar o Piqray

No caso do alpelisibe, os planos costumam alegar ausência de previsão na DUT ou exigir que outros tratamentos sejam feitos antes.

Perguntas frequentes

O plano pode exigir outros tratamentos antes do Piqray?

Pode alegar isso, e é uma das justificativas mais comuns. Um dos critérios fixados pelo STF para tratamentos fora do rol é a inexistência de alternativa adequada no rol da ANS; por isso, o relatório médico deve explicar por que as alternativas disponíveis não atendem ao caso.

O exame genético é obrigatório?

O remédio é indicado quando o tumor tem mutação no gene PIK3CA, identificada por exame genético. O laudo do exame comprova a indicação e deve acompanhar o relatório médico.

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Este texto tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta a um advogado. Cada caso depende da análise individual dos documentos médicos e do contrato.