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Lynparza® (olaparibe) negado pelo plano de saúde

Por Alessandro Lopes Carrasco (OAB/SP 307.200) · Atualizado em 04/11/2026

O plano de saúde é obrigado a cobrir o Lynparza?

O Lynparza é um comprimido. Por ser um antineoplásico oral, está entre os tratamentos que a lei manda cobrir nos planos com atendimento ambulatorial (Lei nº 9.656/98, art. 12, I, “c”), segundo as Diretrizes de Utilização (DUT) da ANS.

Para que serve o Lynparza

O olaparibe (nome comercial Lynparza®) é um comprimido para tumores com alterações genéticas específicas, como as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Conforme a bula, é indicado para alguns casos de câncer de ovário, mama, próstata e pâncreas. É um tratamento de precisão: depende de exame genético que mostre a alteração no paciente ou no tumor.

Quanto custa

O tratamento tem custo mensal elevado e, em um ano, pode passar de trezentos mil reais.

Por que o plano costuma negar o Lynparza

No caso do olaparibe, a negativa é frequente quando o tipo de câncer ou a fase da doença não estão listados na DUT da ANS.

O que a ANS já incluiu no Rol

A ANS incluiu o olaparibe no Rol em duas ocasiões. Em agosto de 2022, para o tratamento de manutenção do carcinoma de ovário de alto grau, tanto o recidivado e sensível à quimioterapia com platina quanto o recém-diagnosticado avançado que respondeu à quimioterapia de primeira linha. Em maio de 2024, para o câncer de mama inicial de alto risco em pacientes tratadas antes com quimioterapia. As demais indicações da bula dependem de análise caso a caso.

Perguntas frequentes

O plano é obrigado a pagar o teste genético do BRCA?

Em agosto de 2022, a ANS incluiu no Rol o teste genético de mutação do gene BRCA, necessário para identificar as mulheres elegíveis ao tratamento com olaparibe. A cobertura segue as condições da diretriz de utilização, e o laudo deve acompanhar o relatório médico.

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